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Viagem, vida, viagem da vida – poesia

viagem

A vida é uma viagem sem dúvida, porém bem diferente daquela que nos preparamos, separamos as roupas e looks que iremos usar, objetos de higiene e perfumaria, arrumamos a mala e por fim checamos as passagens.

A vida é muito mais que isso. É vivenciar em cada lugar (espaço físico) e tempo, fatos que escreverão a nossa história de vida, nossas memórias. Estes fatos comporão nossa personalidade, transformar-nos-ão em uma pessoa possivelmente melhor, mas certamente diferente daquela que éramos antes do fato ocorrido. Essa nova pessoa irá habitar nos efeitos provenientes deste referido fato.

Logo, no viver existem muitas paradas e prosseguimentos, mas no meio de tudo isso está a fé, a crença em Jesus Cristo e em Deus, ou em outro deus segundo a crença de cada um.

Viagem, vida, viagem da vida

Viagem solitária na qual somos unidade isolada desde o nascimento

Ser independente que almeja viver a viagem que nada mais é que a vida

Seguir sozinho ou acompanhado, em laço chamado amor, doce envolvimento

Que o arrasta por toda a viagem, seja de pé ou deitado, será viagem perdida?

 

Tantos movimentos e sofrimentos, acordes do coração a reverberar por toda alma

A máquina fumegante dentro do peito parou, a viagem acabou, e ele pereceu

Chegou ao fim da estrada, é preciso descer, faz-se necessário, tenha muita calma

Não vais a outro destino, a vida se foi lentamente e a morte veio, enfim apareceu

 

Descer, olhar em volta e se adaptar no novo mundo ou submundo, céu ou inferno?

A essência agora imaterial, é temor e insegurança, só lhe restam emoções e sentimentos

Há risos e prantos como no teatro da vida, novidades frias como a neve do inverno

E ele não sorri e nem chora tal a sua estupefação ante os ônus e emolumentos

 

Sua essência deve se encaixar nesse mundo de fantasia ou realidade?

A mão fria e branca, leprosa ou enluvada, toca a própria essência

Existe ou não existe vida, a morte lhe aterrou com destra crueldade

A friagem se torna fugaz, e em alarido é proferida a sentença e penitência

 

Mas quando vivo arrependeu-se das ofensas e entregou-se à Palavra do Senhor

Mudou sua própria história, criou novas páginas, marcadas pela retidão

E pelo amor ao próximo, perseverando contra todo mal e toda dor

Diante dos pés do Altíssimo que tudo acontece, e lá teve seu perdão

Robert Thomaz

Ouça o #podcast (áudio) deste poema. Clique aqui

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