CroPoesias – Poesias, Crônicas e Contos

Não tão sozinho – poesia

sozinho

Sozinho? Nunca estamos sozinhos. Desde o nascer ao perecer, durante a vigília ou no sono, Aquele que nos criou ou nos concedeu a vida sempre está junto de nós. Por que?

Quando o criador constrói algo, naturalmente ele desenvolve um grande sentimento de amor em relação à criatura. Nem sempre pelo valor material, mas por ser algo que vem de dentro dele mesmo, que de certa forma compartilha com seus pensamentos, ideais e princípios.

Por mais que a criatura vague pela Terra, nunca estará sozinha. Seu caminhar sempre será vigiado por seu criador que sempre terá uma ligação com ela.

sozinho

Não tão sozinho

Confesso que algumas vezes que me sinto sozinho

Não um ser perdido, mas abandonado dentro de mim

É uma sensação indolor, anestésica, algo às vezes sem fim

Cuja natureza é tão estranha e que não me revela o caminho

 

Sinto claramente meu coração não dorido ficar a procurar

Orientação para o meu viver, um rumo claro e seguro

Esse anseio que fervilha no fundo, é algo que auguro

Não é ansiedade ou agonia, talvez indefinição no amar

 

Oro a Jesus Cristo, confio em Ti totalmente, a Ti sou temente

E acredito, convictamente, que minha história de vida não é escrita

Somente por mim, mas também por Ele, natureza que em mim habita

Cuja vontade não ouso divergir porque meu espírito assim o sente

 

Em minhas preces sou pequeno, humilde, homem desejoso

Que Ele revele a mim, em qualquer tempo, o meu objetivo

Em minha fé, seja no amor ou no calvário, para não ser mais cativo

Dessa incerteza que me circunda a alma, algo brando, mas nebuloso

 

Oh Senhor! Que a dor e agonia que me consomem tenham fim

Que tua mão bondosa e misericordiosa cubra meu coração

Fazendo toda a incerteza ser dirimida dentro de mim

E que eu possa novamente sentir tua paz com toda emoção

Robert Thomaz

Você pode também gostar dessa poesia:

“A paz do Senhor no meu coração”

Um comentário sobre “Não tão sozinho – poesia

  1. Frieda Meyer

    Maravilhoso! Sabe aprendi a ler você como quem aprende a voltar a um bom restaurante. Seus poemas me saciam a fome, não a fome física, mas a fome de coisas boas, a fome de saciar meu espírito! Depois de ler seus poemas minha paz, que encontra-se abalada volta suave. Ser poeta não é apenas juntar letras que formam palavras e consequentemente formas frases e versos e estrofes e texto e sentido, mas a formação de lenitivo para as almas inquietas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.