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Sempre há um pouco de razão na loucura – poesia

loucura

Dizem que quando nos apaixonamos somos tomados por pura insanidade. Será verdade? Muitos, e principalmente aqueles que amam ou já amaram e muito, acreditam que sim. Amar sem dúvida é um estado de regozijo e exaltação no qual manifestamos grande apreço, afeto e desejo de convivência como o foco de nossa “obsessão”.

Vão dizer: “Esse cara é louco dizer que amar é obsessão…”. Bom, amar não deixa de ser uma obsessão no sentido de intensamente desejarmos estar junto da pessoa que nos conquistou a atenção e desejo. Queremos acarinhar e ser acarinhados, beijar e ser beijados, ter orgasmos e produzir o mesmo efeito na pessoa que nos apaixonamos.

Bom, diante destes argumentos seria difícil não afirmar que amar é uma insanidade.

Sempre há um pouco de razão na loucura

Sou louco e assumo minha loucura por um amor impossível

Uma mulher que meu coração procura, mas que está oculta

Nas sombras da indiferença ou perdida em lugar a mim invisível

Fato que me faz sofrer, ser dominado pela aflição que não se sepulta

 

Por que o Céu me priva desse amor tão profundo e intenso?

Não serei eu merecedor de musa tão curvilínea e encantadora?

Serei eu condenado a solidão áspera e ao sofrimento tão denso?

Ou o tempo de Salomão sobre mim será essência traidora?

 

Não, que não me falta sanidade ou razão em minha loucura

Nela sempre existiu e existirá esse amor incontido, infindável

Eu olho para a linha do horizonte e penso nela, em sua ternura

Em sua forma tão delicada de olhar-me, que sensação formidável

 

Saibam que sempre há um pouco de razão na loucura

Afinal somos imperfeitos por natureza e que imperfeição

Esse amar e não ser correspondido, coisa que me tortura

Mas um anjo trará a mulher que desejo e aí tudo será perfeição

Robert Thomaz

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