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Prisão minha, terrível prisão minha – poesia

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Para aqueles que foram chamados à interseção, ou seja, atuar junto a Jesus e Deus através da oração visando que o Pai e o Filho concedem a graça da cura, da concessão de benefício desejado por quem necessita é missão nobre, mas árdua. Não é simplesmente jejuar, dobrar os joelhos e orar com afinco.

Existe no plano espiritual a guerra que se iniciou nos céus entre Lúcifer e Miguel, e que ainda persiste nos tempos modernos e continuará a ocorrer até o retorno de Jesus. Ela ocorre em dimensão na qual não vemos, mas é tão real e beligerante do que se possa imaginar. Quando se atua como intercessor (a) não somente aderimos às fileiras celestiais, mas passamos a ser alvo do maligno e seus asseclas. Em função de participarmos dessa guerra, passamos a sobre retaliações por nossa conduta.

Prisão, sim nos tornamos prisões de nosso próprio corpo quando em retaliação sofrida. Sentimo-nos encarcerados, angustiados, amargurados, mas Deus e Jesus não nos abandonam. Nesses momentos de tortura devemos clamar com fervor pelo amor de Nosso Pai Celestial e de seu Filho Salvador.

Prisão minha, terrível prisão minha

Sofro toda semana, são intermináveis momentos de aflição

Uma dor que não é física, dor intensa, na qual fico muito aflito

Não me falta o ar, não me falta espaço, me sinto cheio da podridão

Aquela que abandonei no mundano, de Deus em verdade eu necessito

 

A forte angústia surge e se espalha rapidamente por dentro de mim

Percebo que é a retaliação, que é o desejo de me fazer envergonhado

Diante do Pai, de afrontá-lo com essa deformidade que não tem fim

Torno-me uma prisão tal o meu sofrimento, sinto-me um pobre danado

 

Corpo meu, prisão minha, dor minha, pecado meu, ouve o meu clamor

Meu Pai Celestial, afasta de mim esse cálice de fezes e de corrupção

Tu sondas meu coração, sabes que servo teu eu sou, pois por ti tenho amor

Oferto-te meu corpo frágil, meu Jesus salvador, então me livra dessa degradação

 

Que terrível prisão minha, sem grades, sem paredes, prisão onde bate meu coração

Sofro na muda solidão, condenado pelo pecado que na carne tanto me tortura

Pai, lágrimas já não mais derramo, estou no caminho estreito, no caminho de oração

Então ouve o meu clamor meu Deus, livra-me desse mal, livra-me dessa agrura!

Robert Thomaz

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