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Príncipe do deserto – poesia

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Ser príncipe no deserto é ser um homem simples, que vive essencialmente do amor ao próximo e da atenção de Deus, Criador de tudo no Universo. É não almejar vaidades, riquezas materiais ou poder sobre os outros. É viver com aquilo que lhe supre o organismo e alimenta sua alma, seu espírito. Deus não abandona aqueles que andam com Ele, seja no mar, no ar ou no deserto.

Príncipe do deserto

Sou apenas um grão no reino de meu Pai

Tão pequeno que sempre peço que Ele não se esqueça

Deste pobre filho que erra, e que a cada erro cai

E que Ele não me abandone para que eu pereça

 

Para chegar a meu Pai Celestial nas tempestades da vida

Ajoelho-me na escuridão e cabisbaixo lhe suplico

Em oração, que seu olhar que a todos sempre apresenta uma medida

Venha e me ampare, Deus a quem sempre me justifico

 

No passar do tempo em tuas palavras encontro paz

Porque meu coração muitas vezes cai em loucura

Devido aos males que me abordam, mas minha alma audaz

Guarda esperança e forças em tua imagem, figura que sempre me cura

 

Quando perdido em conflitos e aflições não deixo de acreditar

Que estás ao meu lado, a me amparar na maior das dores,

Dores que me atacam a carne, o coração e a alma, sem premeditar

Mas tu como Rei do Universo, eu te suplico, afaste de mim todos os horrores

 

Ó Pai celestial aparte de mim todo medo, todo pavor

Pois sou teu príncipe, teu pequeno filho do deserto

Apenas mais um filho que deseja tua paz e amor

Sentimentos poderosos que nas agruras me tomam liberto

 

E por me conceder o teu amor e a vida física neste mundo

Tomei-me teu príncipe, alma a gritar em desvario no deserto

Para os desesperançosos, que dentro deles existe algo muito profundo

A fé que nos anima e nos leva ao teu reino, o oásis do certo

 

Ó Deus de todos os milagres, que tudo há de curar

Suplico que libertes de todos os males e dores os corações

Rancorosos dos homens que em minha senda ei de encontrar

Não por temê-los, mas por lhes almejar a paz apartada das contradições

 

Deus único, desde que me outorgaste o milagre da vida

Jamais deixaste de me ser fiel, de me amparar nas angústias

Nunca me abandonastes nas trevas, mostrando-me sempre uma saída

E diante de ti afirmo que não sou digno sequer de desamarrar-lhe as sandálias

Robert Thomaz

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