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O homem não tem poderes angelicais, porém… – poesia

poderes angelicais

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O homem não nasceu com os poderes angelicais segundo desejo do Criador, Deus Todo-Poderoso. Entretanto, Deus não o desamparou. Em seu coração o homem sempre encarou essa imposição como castigo, acreditando levianamente ser capaz de ter poderes, mesmo que não inatos.

Esses poderes, segundo o homem, seriam “adquiridos” através de sua inteligência e de seu poder de articulação. Com essas capacidades, ele poderia criar máquinas e artefatos que o auxiliariam a ter os poderes que somente o Criador (Deus), seu filho Jesus Cristo e os anjos são possuidores.

Esse desejo, também conhecido como húbris, pode ser definido como o intento desmedido de ser igual a Deus, de tudo poder fazer, inclusive prolongar sua própria existência.

A falta de sensatez do homem é tão grandiosa, que ele não percebe que o Pai Celestial não lhe dotou de tais poderes, porém lhe concedeu uma capacidade grandiosa que infelizmente ele não acredita ter tão grande poder: o amor.

O homem não tem poderes angelicais, porém…

Aquele que criou o Universo é de Todo-Poderoso

Criou planetas, estrelas e constelações

E também arcanjos e anjos, seres de poder grandioso

Para em seu nome e dotados de poder fazerem realizações

Em qualquer lugar e hora, em qualquer tempo e instante

Mas o Senhor Deus em sua magnitude

Fez surgir a criatura que lhe é semelhante

O homem nasceu marcado pela virtude

Do amor, mas sem os poderes angelicais

Característica diferencial e desejada

Sendo tão grande ou maior que as celestiais

Contudo, ele é incrédulo e desdenha da impregnada

Qualidade que recebeu em seu coração

O amor é qualidade muito poderosa

Capaz de verdadeiramente remover montanhas, numa única ação

Assim afirmou Jesus Cristo de maneira clara e virtuosa

Mas o homem em sua húbris acredita ser tão poderoso

Capaz de seu destino escolher e conduzir apesar de seus horrores

E essa desmedida tendência torna-o ser indecoroso

Perante todos que espiritualmente lhe são superiores

Demonstrando sua incontestável fragilidade

Ó ser amado por Aquele que o gerou do pó e da argila

Reconheças tua clara fraqueza e efemeridade

Como também tua ganância, sentimento que te aniquila

Por dentro e por fora, levando-te ao negro abismo

Tua salvação sempre será o notório reconhecimento

De tua pequenez, de tua fuga do ceticismo

Em relação ao poder que Deus lhe deu, o amor em encantamento

Robert Thomaz

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