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Medos meus também são os medos dela – poesia

medos

Pensar que meus temores também podem ser os mesmos da mulher que procuro, de certa maneira, cria uma afinidade “cega” entre nós. Temor em não encontrá-la na multidão que se acotovela nas ruas, nas filas para pagamento de faturas e boletos, no metrô, na fila do cinema.

Meu desejo de encontrar a mulher que passeia em meus pensamentos é profundo, mas tão incerto como os dias que me sucedem na vida. Enquanto isso não ocorre fico a contemplá-la em meus sonhos e devaneios.

Medos meus também são os medos dela

Medos meus são também os dela, da linda mulher que procuro

Ela? É figura ímpar na multidão, no vasto universo feminino

Morena, muito cabelo, muito corpo, doçura no olhar, ardor no escuro

Fêmea cuja voz encanta-me o coração fazendo-me perder o tino

 

Os medos que tenho, de não encontrá-la em meio ao correr da vida

Também afligem essa mulher cujo rosto desconheço, mas que tanto desejo

De quando encontrar sua face eu a perder para a morte, fim de nossa vida

De amá-la profundamente, de minha alma vibrar, e ela me trair num ensejo

 

Quantos temores me invadem o coração mesmo sem estar imerso em seu amor

Somos escravos dos medos, ela e eu, são tantos, que cada um de seu é refém

Ela deseja seu corpo junto ao meu, quente e sedutor, coisa que lhe dá muito calor

Calor ou desejo e sensação? Como definir o que sentimos tanto por alguém?

 

Se pecamos por amar estamos sendo julgados por quem pode nos julgar?

Ah que se dane quem nos julga, porque o que nos importa são as dores

Causadas pelos temores, esses horrores que caminham e queremos expulsar

De dentro de nossas entranhas, para vivermos nosso amor em todas as cores

Robert Thomaz

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