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Maldito és tu falso varão! – poesia

maldito

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Existem tantas mulheres que se casam acreditando que o homem tratá-las-á como uma rainha, com todo amor e carinho, com todo conforto que julgam que merecem, que somente quando realmente tiverem dispostas a fazer sexo que ele assim aceitará e por aí vai. Quanto engano, quanta ilusão, quanta decepção.

Depois de casadas, à medida que o tempo passa, o sonho vai se tornando pesadelo. Muitas se tornam escravas em todos os sentidos. O sorriso alegre desaparece dando lugar a olhos avermelhados e úmidos por lágrimas em vias de se precipitar. São choros ocultos e dores não reveladas. Entretanto, Deus acompanha tudo, nos seus mínimos detalhes e nada deixa passar sem aplicar seu perfeito juízo e justiça.

Maldito és tu falso varão!

Casei-me com um homem que diante de todos tinha retidão

Os anos de felicidade foram poucos e da luz se fez escuridão

Minha alegria perdeu-se nas noites de tristeza e humilhação

Dos beijos ardentes nada ficou, nem o carinho e nem a emoção

 

Maldito és tu falso varão que me povoou a madre de filhos sofredores

Como eu, que recebiam gritos e repreensões desde o acordar

No meio de meus seios encostaste a arma de fogo dos saqueadores

E disse que eu nunca seria livre, somente para na terra mergulhar

 

Dormia na cama de outras e depois vinha querer meu amor

Maldito és tu falso varão, que a todos esconde a minha maldição

De ser tua escrava e na comunidade expressar uma vida cheia de amor

Mas o silêncio de Deus não significa sua eterna aprovação

 

O Senhor de mim jamais esquecerá, pois sou serva temente

E não sirvo e nem faço obra para o mal ou me curvo à idolatria

Mas tu maldito serás julgado por tuas escolhas, seu indecente

Irás conhecer a grandeza do meu Deus, e saberás o quanto eu sofria

Robert Thomaz

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