CroPoesias – Poesias, Crônicas e Contos

No tribunal do destino – poesia

destino

Todos, sem exceção, têm medo de morrer, mas por quê? Porque a morte significa, em última análise, o fim de tudo para nós, de nossa “nobre” participação no chamado mundo dos vivos? Ou porque seremos julgados e condenados por pecados e falhas eternamente ocultos quando aqui estivemos e que serão publicamente apresentados, tornando-nos indignos?

Nosso destino está traçado muito antes de nascermos, bem como toda a nossa história de vida, cada fato, cada evento, cada prantear por dores sofridos e perdas sentidas. Muitos não acreditam que seremos julgados conforme nossas obras e feitos, porém poderia ser diferente?

Boas ações, pontos positivos, más ações, pontos negativos. No fim do julgamento teremos nossa sentença e a iremos cumprir, cada uma das linhas que a descreverem. Assim será, ou você tem dúvida?

No tribunal do destino

Destino, destino que nos faz medrar diante de nosso inexorável fim

A morte é sabida e verídica e a ela detestamos e tentamos escapar

Muito pior é o maligno que está a nos torturar, algo realmente ruim

Fazendo-nos indignos diante do Senhor Altíssimo, que quer nos abrigar

 

E nessa luta de poderes inimagináveis, estamos sós, no banco dos réus

Sendo julgados por nossos pecados e ofensas aos remotos mandamentos

Lágrimas e choros são ouvidos por todos os lados, até os últimos dos céus

Mas todo prantear de nada serve, nem mesmo intensos perdões sem argumentos

 

Um anjo caído condena veementemente nossas ações repugnantes e degradantes

Atitudes opostas aos estatutos e leis do Pai Celestial que apenas pedia nosso amor

E um anjo defensor com serenidade expressa nossa defesa com escassos atenuantes

O tribunal repleto por espíritos que sofreram em vida grita justiça em clamor

 

Mas o juiz dessa tempestade final dos tempos é apenas um, o Salvador

A Ele foi dado todo o poder pelo Pai quando voltou ao plano celestial

E sua voz suave como uma brisa pergunta ao defensor se fui seu seguidor

Então Ele decreta minha sentença eternal: viver e amá-lo de forma perenal

Robert Thomaz

Você pode também gostar dessa poesia:

“O sofrimento lapida a alma”

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.