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Os dias de chuva e nossas tardes de café… – poesia

chuva

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A chuva é um fenômeno meteorológico que tem uma propriedade abstrata interessante sobre a psique humana. Sentimo-nos estimulados por sua presença e efeitos sobre a natureza, tanto de maneira amena como severa. Ora encantados, ora pasmos. O efeito de encantamento se dá particularmente quando estamos sozinhos. A chuva pode nos trazer estados de relaxamento, desejo, tristeza, melancolia, lembranças, reflexão e outros.

Inexplicavelmente, ela exerce influência sobre nossos sentimentos e emoções, talvez por assemelhar-se ao derrame de lágrimas que ocorrem conosco quando vivenciamos estes estados sentimentais.

Foi uma fotografia monocromática de um casal, envolto em lençóis em uma revista feminina, que me inspirou na criação deste poema.

Os dias de chuva e nossas tardes de café…

Seu adorável e suave perfume que me inebriava os sentidos

Que me adocicava o desejo, minha breve, mas intensa excitação

Ah quanto devassidão por mim passava, mas são tempos esquecidos

Porque o amor deve ser puro, apartado do pecado e da perdição

 

Relembrar traz um tom romântico há muito esquecido, como o desejo

De vivenciar momentos doces, porém pecaminosos que ferem a salvação

Beijos, toques, carícias proibidas que nos faziam suar em atos de flamejo

De um sobre o outro e a chuva caía lá fora, densa e barulhenta, que emoção

 

Teus lábios carnudos, teus dentes cintilantes mordiam docemente a mim

E tinhas o hálito adocicado como o mel a invadir minha boca inquieta

Porque desejavas comigo viver em pecado e ser condenada ao fim?

Custavas aceitar a bênção do Senhor e ser minha varoa, bela e discreta?

 

Eu adorava quando cedias ao desejo do café na alcova e pedias com carinho

Que eu me ausentasse, para oculta vestir outra camisola, a fim de me seduzir

Novamente, após tomarmos um delicioso café e me agarrares pelo colarinho

Fazendo-me de tua chuva vulcânica a umedecer teu corpo e fazê-lo luzir

Robert Thomaz

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